segunda-feira, 30 de julho de 2012

Que saudades…


Tenho andado meio adoentada, só umas dores de barriga, mas quando este fim-de-semana fiquei de tal maneira que não conseguia andar, o meu marido obrigou-me a ir ao hospital. Tive de fazer uma ecografia abdominal e aparentemente tenho um quisto nos ovários.

Entre o exame e voltar a falar com o médico, não fiquei preocupada, porque tenho amigas que tiveram o mesmo problema, a única situação que me inquietava é que o tratamento que lhes tinham receitado passava por tomar a pilula, o que neste momento não era muito aconselhável não é?

Quando falei com o médico disse que era normal isto acontecer, exactamente por ter deixado de tomar a pilula, para estar atenta mas que em breve o quisto deveria desaparecer.

Mas isso pôs-me a pensar na falta que a pilula me faz. Para além de quistos nos ovários (muito difíceis de explicar à família, dado que quando dei por mim já tinha dito o resultado dos exames sem pensar que não podia esclarecer convenientemente a possível razão); a minha cara é uma colecção de borbulhas, que mais uma vez são difíceis de explicar à família (que bem podia ser simpática e fingir que não as via, mas não!!! Todo o dia é “Tens a pele uma desgraça, que se passa contigo?” – Ah a família, estão sempre lá para nós…); e o meu peito, que não só pesa mais meio quilo, ainda dói imenso!

Quero a minha dose de hormonas! Que saudades...


sexta-feira, 27 de julho de 2012

O que Hollywood tem para ensinar


Anda para aí um filme “O que Esperar Quando Se Está à Espera”, quando fomos ao médico dizer que íamos engravidar uma médica disse a brincar (acho eu) que o devíamos ir ver. Mas pensando nisso, é capaz de não ser má ideia fazer agora uma maratona de filmes com bébés, a brincar a brincar, alguma coisa devo aprender. Ou então tenho grande ataque de hormonas e passo uma tarde inteira a chorar outra vez…

Estou então decidida a fazer uma lista de filmes a ver. Ocorreu-me o “3 Homens e um Bébé” e o “9 Meses”. Quando disse ao meu marido esta minha ideia mirabolante ele perguntou a rir se também queria ver o “Olha Quem Fala” e eu respondi que sim (mas qualquer desculpa para ver o John Travolta a dar um passinhos de dança é boa - polémicas à parte eu sou demasiado fã dele), depois o meu marido percebeu com horror que ele será arrastado para esta minha febre e por isso parece-me que não irá sugerir mais nenhum filme só para não me dar ideias.

Tenho que partir para o terreno para ver se obtenho mais sugestões!

 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

As aventuras e desventuras dos outros – versão família

 
Pus-me a pensar nas últimas duas vezes que a família do meu marido se reuniu, assim sem se saber bem como começou a falar-se de bébés e claro eu e o meu marido somos logos postos na ribalta. Todos dizem que nós é que sabemos quando estaremos preparados, mas que estão ansiosos, fizeram um inventário por alto do que nos poderiam emprestar e depois as mulheres começaram a falar da respectiva gravidez e parto. Verdadeiras histórias de terror!!! Mas terminam sempre com um “Valeu a pena”.

Será que a gravidez deixa uma marca permanente de insanidade nos pais? Um filho faz mesmo tudo valer a pena?

Para quem está de fora é tão estranho ficar a ouvir estas histórias de sangramentos, angústia, dor, tudo com o mais doce sorriso nos lábios.

Será que algum dia vou mesmo entender?

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Ano de mudanças


Este ano, segundo o horóscopo chinês é o ano do dragão, um bom ano para casar, ter filhos ou criar o próprio negócio.
Ate ao final deste ano, se tudo correr bem, na minha vida irão acontecer 3 aventuras: vou arranjar um emprego espectacular (quem sabe se o meu próprio negocio finalmente arranca), vou mudar de casa (por razões familiares várias dá jeito que eu mude de casa, praticamente não mudo de morada, não será muito dramático, mas ainda assim uma aventura), e vou ficar grávida do meu primeiro bébé.
O interessante é que estou a pesar as outras situações segundo a possibilidade de ter um bébé, na realidade, essa é a aventura que importa. Claro que desejo ardentemente (e com mais urgência) ter um emprego, mas a cada oferta que aparece, penso se é possível conciliar com o facto de querer ser mãe, estou neste momento a procurar emprego noutras cidades e tenho muitas reticências ao modo como isso pode influenciar a vida em família, mas se outros o fazem, eu também irei conseguir, certo? ... Certo? Não sei, o emprego espectacular ainda não me abriu a porta e se não tentar nunca saberei, por isso só me resta acreditar.
Quanto a mudar de casa, o primeiro pensamento foi, tem condições para o bébé, aquele que não posso confessar que estou à espera…? Tem, claro que tem, mas por enquanto ninguém tem de saber que essa é uma preocupação.
Quando nos apresentamos, dizemos o nome, o local onde vivemos, e a nossa profissão. Num espaço de meses eu pretendo mudar 2 destas 3 coisas que nos definem. Mas acima de tudo pretendo mudar a minha vida para sempre, serei MÃE, algo que nos transforma de uma forma que até ao momento se me afigura de tão difícil entendimento.
Até ao final deste ano espero ter importantes comemorações para fazer, para além de todos os anseios que as grandes mudanças trazem, que venham com elas o sorriso, ainda que cansado, da vitória. Porque segundo li algures o símbolo chinês para crise, inclui a representação de oportunidade, as que ao serem aproveitadas, serão para sempre lembradas.


 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sonhos…

 
Tenho andado extremamente mal-humorada, não sei se são hormonas ou simplesmente falta de dormir, mas basicamente já nem eu me suporto!

Mas hoje tenho de atinar, hoje o meu marido faz 30 anos, e apesar de, por causa do trabalho dele, não se proporcionarem grandes comemorações, ao menos um sorriso sincero este dia merece.

Em dias como de hoje, custa ser crescida, o bom de fazer anos no Verão, era o facto de ter um dia, do princípio ao fim para fazer o que bem quisesse. Quando crescemos vêm as limitações, um dia a ser aproveitado o melhor que se pode. E como esta semana as folgas do meu marido não incluem o fim-de-semana, a comemoração dos 30 anos será uma coisa entre os dois, excluindo a família próxima, que não está habituada a não estar presente nos dias importantes.

Mas verdadeiramente o que me fez pensar foi a prenda de aniversário. Este ano (e eu temo que seja mais por preguiça do que por razões verdadeiramente válidas) eu e o meu marido decidimos que não oferecemos prenda um ao outro, em vez disso guardaremos o dinheiro para uns dias de férias. Foi o que acordámos e foi o que fizemos, mas enquanto o acordo estava a ser feito, perguntámos “Não vamos fazer férias, pois não?”, “Bem, pois…”.O facto é que eu e o meu marido somos verdadeiramente caseiros, ou comodistas ou preguiçosos e em todo este tempo as nossas férias resumiram-se a 3 ou 4 dias, passados numa terra escolhida ao acaso sem qualquer plano, não me entendam mal, eu adoro as nossas férias, mas acabamos por perder todos os marcos da cidade porque não nos preocupamos em ver o que podemos fazer lá. Mas nestes últimos tempos tenho tido vontade de ter umas férias mais pensadas, preferencialmente a outro país, isto claro se fosse possível enfiar o meu marido num avião...

O único problema é que agora é diferente, agora há a esperança, o anseio, o nervosismo, que talvez no próximo período de férias do meu marido eu esteja grávida e com planos mais importantes para realizar: com dinheiro para poupar, com um quarto para decorar, com canções de embalar para aprender, com um enxoval para fazer, e com mais sonhos para sonhar…


E hoje tudo o que deu à tarde na televisão fez-me chorar compulsivamente, talvez sejam hormonas ou simplesmente falta de dormir…

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Eu e o universo


Hoje tenho vontade de escrever sobre uma coisa, que implica uma boa dose de privacidade, mas sinceramente acontecem coisas tão bizarras, que eu não quero nunca esquecer-me da velocidade a que o mundo gira.

Eu e o meu marido estamos juntos há anos, e já há anos que temos “intimidade”, como eu tenho tendência a viver em pânico de tudo o que pode acontecer, tínhamos como precaução o uso da pilula + o preservativo. Apesar de falta de experiência de ambos; apesar da loucura hormonal da juventude; apesar de dias mais trapalhões ou noites mais sonolentas; em todo este tempo houve apenas um incidente com um preservativo e foi a primeira vez que experimentámos um tipo diferente daquele que conhecíamos.

Agora deixei de tomar a pilula, mas como ainda não estava a tomar o ácido fólico há 2 meses, decidimos utilizar o preservativo durante mais 2 semanitas. E então pela segunda vez em ANOS, o preservativo rebentou, a marca e tipo de preservativo que sempre utilizámos, num dia com tempo, na calma da nossa casa, com tudo do mais pacifico possível. E…

Claro que Freud explicaria, com um bocejo de tão óbvio que é, que o preservativo foi mal colocado, manifestação clara do nosso inconsciente de desejar profundamente ter um filho. E sim, é o mais certo, é verdadeiramente nisto que acredito. Até porque eu sou uma pessoa da ciência, por isso é melhor não dizer que tudo acontece por alguma razão, que o que tem de ser tem muita força, que o universo conspira a nossa vida.

Mas seja o que for, é interessante…

Calma, eu não estou a dizer que acho que fiquei grávida, convenhamos logo à primeira e com o meu corpo a sair do torpor da pilula é, no mínimo, pouco provável.

Mas…seja o que for…foi interessante!

O suficiente para me recordar que o (pelo menos, eu penso) que quero é muito pouco perante o que eu verdadeiramente quero, perante o que os outros verdadeiramente querem e perante o que pode acontecer. Eu não posso controlar tudo, aparentemente nem sequer me posso controlar a mim, por isso mais vale é viver!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Medo, porque não?


A tender para o desesperada, disse ao meu marido “Tenho de arranjar emprego antes de engravidar” e ele perguntou como que casualmente “Achas que há um problema de estares a tomar ácido fólico e parares de repente ou se não engravidares?” e eu retorqui “Não me digas que te vais arrepender?” e ele disse “Não, mas tenho medo que tu te arrependas.” Nem me lembro o que se disse a seguir, a bem dizer nem liguei muito na altura. Mas agora vejo que não gostei nada desta conversa!

Quer dizer se eu estou assustada? Claro que sim! Se estou demasiado assustada ou preocupada? Sim! Mas ser exagerada é uma das minhas adoráveis (???) características.

E qual é o mal de se ter medo? Ter medo é bom: deixa-nos atentos, faz-nos pensar e prepara-nos para tudo o que pode acontecer (queda de meteoritos incluída), faz-nos ter cuidados extra, mas acima de tudo faz-nos ter total certeza de que é isto mesmo! Quando eu tenho medo, tanto que até parece que o coração pára um batimento, e mesmo assim vou em frente, eu tenho a total certeza que é isto que quero!

Ouvi na televisão um super empresário dizer que a diferença entre algumas pessoas serem empreendedores de sucesso e outras não, é o medo, ele dizia que é normal ter-se medo, mas quem apesar do medo seguir em frente terá hipóteses de sucesso. Ora eu sou muito medricas, logo só posso estar talhada para o sucesso!

Desistir não é para mim, posso ter que ponderar e adaptar-me ao que venha a acontecer, mas eu vou ser mãe, nem que tenha que pedir socorro ao mundo inteiro!